O Brasil acaba de ver a entrada de novos competidores no mercado das conhecidas “canetas emagrecedoras”. A Anvisa, agência responsável pela vigilância sanitária, autorizou o registro de mais cinco medicamentos que utilizam a semaglutida, o mesmo princípio ativo que impulsionou a popularidade do Ozempic e do Wegovy globalmente.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, 29 de julho. Segundo informações do G1, a decisão envolve várias empresas farmacêuticas e inclui os produtos: Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed), Orsema (Ranbaxy), Seemasun (Sun Farmacêutica) e Owozy (Ávita Care).
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Os novos medicamentos foram aprovados sob uma categoria de desenvolvimento acelerado e estarão disponíveis aos pacientes na forma já conhecida: injeções subcutâneas acompanhadas de caneta e agulhas. A semaglutida se tornou um verdadeiro sucesso mundial devido à sua ação dupla.
Inicialmente utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 ao regular os níveis de açúcar no sangue, essa substância também reduz consideravelmente o apetite e aumenta a sensação de saciedade. Esse mecanismo é o que fez desses remédios grandes aliados no combate à obesidade e ao sobrepeso.
O aumento nas aprovações ocorreu meses após a patente da farmacêutica Novo Nordisk ter expirado, em março deste ano. Com isso, diversas indústrias correram para conquistar uma parte desse mercado bilionário. Recentemente, o Ozivy já havia sido lançado como o primeiro concorrente nacional.
A Anvisa informou que há pelo menos 17 solicitações para registro de medicamentos similares aguardando análise, indicando que a competição deve crescer ainda mais nos próximos meses.
Quando estarão disponíveis nas farmácias?
Apesar do entusiasmo gerado pela diversidade nas opções terapêuticas, os pacientes precisarão ser pacientes. A autorização dada pela Anvisa serve apenas para liberar a comercialização; não há uma data definida para quando as novas canetas estarão disponíveis nas farmácias nem qual será a faixa de preço estabelecida pelos fabricantes.
Especialistas do setor acreditam que com o aumento na oferta e o fim da exclusividade dos produtos, os preços provavelmente se tornarão mais competitivos a médio prazo. No entanto, ainda é cedo para determinar qual será o impacto real nos custos para os consumidores brasileiros e como se dará a disponibilidade desses insumos nas farmácias.
