A partir desta segunda-feira (3/8), inicia-se uma nova mobilização em todo o território nacional com o objetivo de atualizar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A Campanha Nacional de Multivacinação ocorrerá até 1º de setembro, visando identificar aquelas crianças e jovens que ainda não completaram o esquema vacinal adequado para suas idades.
No âmbito dessa mobilização, o Ministério da Saúde definiu um Dia D, que será realizado em 22 de agosto. Este dia terá como foco facilitar o acesso das famílias às vacinas e incentivar a procura pelos postos de saúde.
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Durante a campanha, as equipes de saúde irão verificar as carteirinhas de vacinação individualmente, identificando as vacinas necessárias para cada criança e adolescente. Caso haja doses pendentes, estas deverão ser aplicadas na hora, seguindo as orientações quanto à idade e ao histórico vacinal do paciente.
Esta mobilização abrange diversos imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, ao invés de se concentrar em apenas uma doença. Entre os imunobiológicos disponíveis estão aqueles que garantem proteção contra:
- Poliomielite;
- Sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral);
- Difteria, tétano e coqueluche;
- Hepatites A e B;
- Rotavírus;
- Meningites;
- Febre amarela;
- HPV;
- Dengue, nas localidades onde a vacina é parte do calendário;
- Influenza;
- Covid-19.
A administração das vacinas será personalizada, levando em conta a idade das crianças e o histórico presente na caderneta de vacinação.
O Ministério da Saúde informa que essa campanha faz parte das estratégias para recuperar os índices vacinais que caíram nos últimos anos. Apesar dos avanços observados desde o início de 2023, ainda são notórias as disparidades entre diferentes estados e municípios.
Em função desse cenário desigual, uma parte significativa da população infantil e juvenil continua exposta a doenças preveníveis por vacina.
Para atingir um público mais amplo, as administrações estaduais e municipais poderão adotar diversas estratégias adicionais. Entre estas estão iniciativas de imunização nas escolas, utilização de unidades móveis para vacinação, horários alternativos nas salas de vacina, além da busca ativa por crianças e adolescentes com esquemas vacinais incompletos.
Aumenta a vacinação contra sarampo em São Paulo
Simultaneamente à campanha nacional, três cidades no estado de São Paulo implementarão uma estratégia específica para combate ao sarampo. O Ministério da Saúde orientou que São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ofereçam a vacina para indivíduos entre seis meses e cinquenta e nove anos durante o período da multivacinação.
Essa recomendação surge após a identificação de uma cadeia de transmissão do vírus nessas localidades.
Até agora, foram confirmados dezessete casos da doença no Brasil em dois mil e vinte e seis. Desse total, quatorze estão sob acompanhamento no estado paulista; onze deles na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Ainda segundo informações do Ministério da Saúde: mais de sete milhões e duzentas mil doses da tríplice viral foram enviadas aos estados ao longo deste ano. Aproximadamente duas milhões novecentas mil dessas doses já foram aplicadas.
A pasta também recomenda: a administração da chamada “dose zero” para bebês entre seis a onze meses que residem em áreas onde há circulação do vírus.
A orientação das autoridades é clara: pais e responsáveis devem aproveitar esta campanha para verificar a situação vacinal dos filhos. A atualização das cadernetas é considerada uma medida crucial para prevenir novos casos de sarampo e minimizar o risco do retorno da doença ao país.
