Chuvas históricas deixam ao menos 22 mortos em MG; Ubá soma seis vítimas
O avanço das chuvas históricas na Zona da Mata mineira elevou para 22 o número de mortos, com impacto direto em Uba e em Juiz de Fora. As informações foram atualizadas às 9h30 desta segunda-feira. (Vídeo no final da matéria)
Por Enzo Carvalho
Editor de capa e repórter do Folha do Leste
De Niterói • Atualização às 10h35
Em Juiz de Fora, o Corpo de Bombeiros confirmou 16 mortes. Já em Uba, a prefeitura contabilizou seis óbitos, após horas de chuva intensa e rápida elevação do nível dos rios.
Além das vítimas fatais, a Defesa Civil estima que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas. Um novo balanço oficial deve ser divulgado pela prefeitura no início da tarde.
Mortes em Juiz de Fora
Inicialmente, a prefeitura havia confirmado 14 óbitos por volta das 6h30. As vítimas estavam distribuídas nos seguintes pontos:
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Rua Natalino José de Paula, bairro JK (4)
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Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita (4)
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Rua João Luís Alves, Vila Ideal (2)
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Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes (1)
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Rua Eurico Viana, Vila Alpina (1)
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Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito (1)
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Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa (1)
Com novas ocorrências confirmadas ao longo da manhã, o total chegou a 16 mortes no município.
Chuva extrema em Uba
Em Uba, o cenário é considerado crítico. O município registrou 170 milímetros de chuva em cerca de três horas e meia, segundo a administração municipal. O volume provocou a maior inundação dos últimos anos.
Até as 10h15, foram confirmados cinco óbitos e uma pessoa desaparecida, número que posteriormente foi atualizado para seis mortes.
Danos estruturais
As chuvas causaram 18 ocorrências, incluindo resgates e salvamentos. Houve o desabamento de:
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Três imóveis na Avenida Cristiano Roças
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Uma residência na Rua da Harmonia
Três pontes ficaram totalmente danificadas:
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Ponte Major Siqueira, na Avenida Cristiano Roças
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Ponte da Rua dos Viajantes, no Centro
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Ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida, no bairro Industrial
Monitoramento segue ativo
Equipes da Defesa Civil estadual e municipal seguem em campo, monitorando áreas de risco e prestando apoio às famílias afetadas. O alerta permanece ativo devido à instabilidade climática na região.
