O ex-atleta de basquete Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira (17/04), aos 68 anos, e as circunstâncias de sua morte ainda não foram esclarecidas. Nos últimos anos, o renomado esportista brasileiro enfrentou sérios problemas de saúde após se aposentar das quadras em 2003, incluindo um tumor cerebral e arritmia cardíaca. Durante seu tratamento, ele recebeu uma bênção do papa Francisco.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro em 2011. O tipo de tumor era um glioma de grau 2, originário no cérebro ou na medula espinhal, que se desenvolve a partir das células gliais, responsáveis por apoiar os neurônios. O tumor, situado na parte frontal esquerda do cérebro, foi removido em cirurgia ainda naquele ano.
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“Mão Santa”: Oscar colocou o Brasil no mapa e foi um dos melhores da história do basquete
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Após mal-estar, Oscar Schmidt foi levado em ambulância do SUS para hospital público
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Dois anos após a primeira cirurgia, os médicos identificaram que o tumor havia evoluído para grau 3 numa escala que vai de 1 a 4. Ele então passou por novas intervenções cirúrgicas e sessões de radioterapia, além de iniciar um tratamento com quimioterapia visando controlar o câncer. Em 2022, Oscar anunciou que havia interrompido o tratamento e se considerava curado da doença, conforme atestado por seu médico responsável.
Status de cura
"Fiz quimioterapia, mas decidi parar este ano. O doutor já estava pensando em interromper há três anos. Continuamos mais dois anos e meio até que eu tomei essa decisão no início deste ano porque isso significa que estou curado", declarou na época o irmão do apresentador Tadeu Schmidt.
No mesmo ano, ele fez uma participação no programa “Faustão na Band”, onde recordou seu diagnóstico. Ele compartilhou que a descoberta da doença ocorreu após desmaiar repentinamente durante um dia de spa com familiares nos Estados Unidos: "De repente eu parei de responder, desmaiei. Chamaram a emergência. Veio polícia, bombeiro, ambulância… Um verdadeiro escândalo", contou o atleta, que também se mostrou confuso e chegou a afirmar estar no Rio de Janeiro antes de ser submetido a diversos exames que confirmaram um tumor com oito centímetros.
Ao falar sobre sua cura, Oscar fez uma brincadeira: "Hoje parece que sou consultor de tumores. As pessoas me perguntam o que fiz. Eu não fiz nada; é meu médico". Ele ressaltou também a relevância da fé durante todo o processo de tratamento e recordou ter recebido uma bênção do Papa Francisco nesse período.
Aritmia cardíaca
No ano de 2016, Oscar Schmidt recebeu o diagnóstico de arritmia cardíaca, uma condição marcada pela irregularidade na frequência ou ritmo dos batimentos cardíacos. Naquela ocasião, ele ficou internado por quatro semanas entre Orlando (EUA) e São Paulo e descreveu esse episódio como o "maior susto" da sua vida.
"Não sentia meu coração batendo corretamente. Ao chegar ao hospital, estava com meu coração a 180 batimentos por minuto. Passei mal diversas vezes e temi pela minha vida; mas sou grato porque tive uma vida incrível disputando esportes em defesa do Brasil. Isso é maravilhoso", relatou ao GE.
A morte de Oscar ocorreu após ele ter sido internado na manhã desta sexta-feira (17/04). Ele havia sentido um mal-estar em sua casa localizada em Alphaville, na Grande São Paulo. A situação exigiu agilidade nos atendimentos médicos, levando à convocação urgente de uma ambulância do SAMU para transportá-lo até um hospital público na área de Santana do Parnaíba (SP).
