Um marco significativo foi alcançado no setor farmacêutico brasileiro, especialmente na área de medicamentos para controle da diabetes e emagrecimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a empresa EMS a produzir e comercializar o Ozivy, que se destaca por ser o primeiro medicamento nacional à base de semaglutida após a expiração da patente da dinamarquesa Novo Nordisk no Brasil.
A semaglutida se tornou bastante conhecida globalmente, gerando receitas bilionárias, principalmente por ser o ingrediente ativo das famosas “canetas emagrecedoras”, que incluem os medicamentos Ozempic, destinado ao tratamento da diabetes tipo 2, e Wegovy, voltado para a obesidade.
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Para assegurar sua aprovação, o Ozivy foi categorizado sob um sistema regulatório denominado “desenvolvimento abreviado”. Esse processo é destinado a produtos que utilizam substâncias com efeitos já estabelecidos pela pesquisa científica, mas que ainda necessitam demonstrar rigorosamente sua segurança, eficácia e qualidade elevada pelo novo fabricante.
Desde março deste ano, quando a patente deixou de ser exclusiva, diversas empresas farmacêuticas têm buscado entrar nesse mercado promissor. No entanto, os critérios para aprovação são rigorosos; por exemplo, em abril passado, alguns pedidos foram recusados devido a inconsistências em documentos e laudos técnicos apresentados.
Informações indicam que a versão brasileira do medicamento será disponibilizada aos pacientes na forma de solução injetável subcutânea. O Ozivy será oferecido em diferentes dosagens e virá acompanhado das agulhas e das conhecidas canetas aplicadoras.
Especialistas acreditam que a introdução deste novo medicamento e a entrada de futuros concorrentes promoverão uma competição saudável no setor farmacêutico. Essa dinâmica pode resultar na redução dos custos dos tratamentos para os pacientes nos próximos anos. Apesar da recente autorização pela Anvisa, ainda não há uma data definida para que o novo produto esteja disponível nas farmácias.
